O mochileiro de risadas

– Desenhei um mapa da tua risada esses dias – declarou enquanto coçava timidamente a barba.
– Mapa . . . da . . . minha . . . risada? – exclamou pausadamente, enfatizando cada vogal.
– A representação geográfica dos lugares em que ela me leva de acordo com a intensidade (muda, semi-muda e escandalosa).
– Você enlouqueceu de vez, né?.
– Pelo contrário, tenho estado mais lúcido do que nunca. Veja só, as breves e semi-mudas me transportam pra debaixo de árvores, e ouço o falatório do tronco e das folhas.
– Uau!!. Um novo tipo de mochileiro!!.
– Se não foi uma espécie de ironia, digo lhe que: sim, sou mochileiro, só que de risadas, e deixando claro que só das suas.
– Sinto-me estranhamente lisonjeada, embora não consiga me sentir tão confortável com peculiar descoberta. Mas me responde: de todos os lugares visitados: qual foi o melhor?
– É justamente o ponto onde queria chegar. Geralmente, quando ela é mais longa e barulhenta, os seus olhos naturalmente brilham, suas sobrancelhas arqueiam e as covas resolvem aparecer. Pois bem, nesse momento sou levado ao Canadá e posso assistir a aurora boreal que é criada no céu. É como se um fenômeno espetacular pudesse ser repetido atemporalmente graças a risada mais genial que eu conheci.

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