A voz exaltada,
as vogais e consoantes
correndo entre
as cordas vocais saltando
e rasgando
o peito.

A saliva
descendo a seco
e os afetos
de papel
desfeitos no ar
e repousando
noutros abraços inquietos.

Os arranjos
nunca couberam
entre nós.
Teu mundo:
aritmético e lógico.
O meu:
sem estados e fronteiras.

Talvez,
o maior erro
foi cartografar
os nossos desejos,
em que a palma
da tua mão,
bamba e frágil,
guiasse aos
meios e fins.

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