O jogo dos não-amores: sobre pilhas de nervos anestesiadas.

Três gotas de
murmúrios ingratos
escorrendo pelas
vielas dos lábios,
dizendo num
minimalismo absurdo
o não.

Quatro gotas de
indiferenças gratuitas
escorrendo pelo
músculo do lábio,
dizendo num
minimalismo absurdo
o nada.

A face sem expressão,
firme e quieta,
recebendo os maiores
desagrados silenciosamente,
que quem olha
pensa que está
hipnotizada
por irrelevâncias
quaisquer.

Observa fios de chuva,
cortinas obscurecendo
o interior de casas,
o vento empurrando
o gramado,
a estrada sendo pisoteada
por outras rodas.

Como quem desafia
o intranquilo:
estende os olhos e
estanca o sangue implacável.
Arrasta o corpo
pra algum buraco
da cidade
e acena para a metafísica.

 

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