365 dias

Assustados com o fato de estarmos aqui
com as vistas cruas e dissecadas,
existindo por existir,
corremos e berramos
dentro dos desertos que construímos.

Se saímos da realidade é por que reivindicamos
que estar com os pés no chão
não é a dose de adrenalina suficiente
pra labuta tão indecifrável e extenuante que é o viver.

Sem deuses ou mestres nos lançamos com tudo
em roletas russas de loucuras, paixões, e angústias,
mascando incertezas com os olhos esfarrapados.

Andar firme sobre o solo não diz tanto sobre nós,
precisamos ensaiar voos,
criar semânticas que nos abriguem em balões sobre o ar,
deixar fluir tinta guache pra colorir a corrente sanguínea.

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