Ah! Se soubesse de antemão
como opera a maquinaria da fisionomia
enxergaria com prudência,
temerosa em naufragar
nos infinitos arquipélagos da expressão
e sorver os instantes pausadamente
como gotas quentes de café.

Ah! Se houvesse entendimento anterior
não empreenderia tamanha dedicação,
abriria um decreto interno impedindo a contemplação,
me aventuraria em novas modalidades de apreciações
para nublar o torpor que causa tua existência.

Agora, inválida,
os sentidos não me respeitam.
Agrupados respeitosamente em filas
curvam-se prontamente ao te ver
e o que ressoa em mim
é uma espécie de tranquilidade
que somente os fumos mais caros poderiam me oferecer.

Agora, suspiro,
e tudo o que redijo mentalmente,
sobretudo, o que sinto,
tem como elemento comum
a corrida obstinada em encontrar
a substância secreta que deu
textura, corpo e forma
a matéria do sentimento.

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