A cada cigarro aceso calmamente
entre puxadas profundas e
olhares bêbados cantando fragilidade
eu compreendia obscenamente
numa mistura de razão
e loucura
os manuscritos da paixão.

A cada leitura do sentir
o peito estala,
sinto fazer parte
de algo maior,
uma sociedade secreta
na qual o coração
é a metáfora mais simples
para explicar a desordem
que causa o teu sorriso.

As noites ardendo em febre
lendo seus dramaturgos preferidos
é a forma mais ingênua
de estar ao seu lado.
O brilho nos seus olhos
falando deles,
o amor impresso no timbre
da tua voz
quando fala sobre tudo
que te importa
me comove profundamente.

Não há cigarro que apague
a profusão de fogos artifícios
soltados dentro de mim
quando admiro seu olhar vazio
nenhum Derby azul resolverá isso,
nenhum copo de cerveja,
nem os versos do Allen Ginsberg,
nem the strokes cantando
”You only live once”
nem a voz melancólica do Carlos Drummond
declamando poesias.
Ainda não inventaram algo
que consiga dar conta
do que você provoca
em mim.

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