Por não saber como fugir, persiste na insensatez.

Corpos-prisão
sozinhos no mundo,
vagando por aí afora.
Seguindo adiante
em noites regadas
a álcool,
sexo
e des
amores.

Tocando os vícios.
Essa entidade mística
que descansa
nos copos
e
nos corpos
embaralhando-se
um
no outro
na cama
numa luta clandestina
em que o árbitro
é o desejo.

Corpos-prisão
feitos de carne
e osso,
detentos de um crime
não anunciado,
duelando contra
a edificação
corpórea
em madrugadas
dançantes
no limiar
entre a vida
e a morte.

Tocando as dores.
Esse cão sujo
e superestimado
que devora
das beiradas
as
entranhas
a áurea
humana,
deixando-nos
nus
e entregues
a loucura.

Corpos-prisão
limitados pelas palavras
Buscando desesperadamente
encontrar
o significado das coisas
não nas próprias
em excelência.
Aquele que se realiza
no raso
e nele existe
perecendo
até o
derradeiro suspiro.

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