Rio de janeiro, 25 de março de 2015

Dessaudosa ausência.
Tragédia das coisas
não vividas
fugidas à galope
num quadro surrealista.

Lacunas datilografam
cartas pálidas
do teria sido
num luto verbalista.

Metalinguística do dissabor.
Sons perdem a cor.

Sobra-se a prosaica mudez
a senilidade
do desgosto
orbitando em volta do centro
do olho
o etéreo em pedra
a alma
em constante queda
cartas jamais enviadas
com borboletas embalsamadas.

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