” Oxigênio, o que queres?.”
Ó, combatentes, não percebem o conteúdo da indagação devolvida?.
Mil e uma batalhas no propósito de serem únicas.
Criatura e criador num só veículo modelando o objeto de suas causas.

Ordem do dia.

Todos preparados para contar casos
e tocar com as mãos inchadas seus relevos.
E esperas elas retornarem a sensibilidade
e aguardas a umidade da chuva empedrada
nas pupilas dilatadas por enxergar demais.
e denuncias que os hinos saem em demasia das bocas
e que o mundo já está farto,
sim, por demais farto
do descompasso de um ser que nomeia-se específico.

E espanta-te movimentar-se,
pois queres mas não queres.
E angústia-te dialogar com a substância das suas dúvidas
e experienciar a manifestação do inefável.
E estranha-te sentir e não sentir,
e tudo ainda é miúdo,
ordinário e mesquinho,
tudo ainda haverá de ser sujeitos submetidos
a ações de sintomas aparentemente tão distintos
e agudamente parecidos.

Ó, moldura despendendo em torno do quadro,
não percebes a mediocridade do teu formato,
a inconsistência do teu invento?.
Um plano elaborado por vidas mil
e reconfigurado num intento pueril.

Lindo