Um poema quase esquecido

 

A voz pegando fogo,
as vogais e consoantes
correndo entre as cordas vocais,
saltando e rasgando
a garganta.

A saliva descendo a seco
e o afeto de papel
desfeito no ar,
repousando noutros
abraços inquietos.

Os arranjos nunca couberam
entre nós.
Meu mundo:
lógico e aritmético.
O teu:
sem estados e fronteiras.

Talvez,
o maior erro foi cartografar
os nossos desejos,
em que a palma
da tua mão,
bamba e frágil,
guiasse aos meios e fins.

 

20170813_114719

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